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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fruto


E sua camisa estava amassada e seus cachos bagunçados e o boné te deixava parecendo um qualquer e suas costas estavam curvadas, seu sorriso era amarelo, nos dentes, no formato.
Sua letra estava mais feia e o seu corpo mais magro, seus dedos me gelavam, sua voz parecia esganiçada, meu coração estava igual meus sonhos com você, quebrado.
E eu te queria como amigo, pra dizer pra você não se preocupar e ver você se aliviar de mim e do meu amor doente. Você sorriu e eu não senti nada, olho e te vejo, não te sonho, acho que não existe mais aqui, entre nós dois, o fruto do sexo entre a Pobreza e Recurso, não mais.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bichinhos de jardim.


Mas só fico aqui parado, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada.
(Caio F.)



Eu fui te encontrar e te queria. Minhas pernas tremiam, minhas mãos suavam, me aproximei e esperei, esperei, esperei, mas nada aconteceu!
Chá de cadeira demais pra um amor que parecia grande, mas não foi e então o amor se tornou tão pouco que passou pelo vão entre meus dedos e foi embora. Eu precisei repensar todo o discurso que eu ensaiei na frente do espelho, porque eu ia te pedir de volta, mas não vou mais.
Então pensei em começar dizendo que eu não sei sentir mais nada por você e vim te dar tchau. Sem presentes, despedidas, lágrimas, nada, nada, nada mais, porque eu não senti nada.
E vim te dar esse adeus salgado e indiscreto que despi minhas verdades e mostra que eu não sei mais nada, pois tudo se perde quando não se tem o que sentir.

domingo, 11 de abril de 2010

Nada ;


Meus pesadelos hoje em dia são reais, param na minha frente e olham nos meus olhos. Hoje os meus medos são desleais, pois eles traem o meu amor, eles fogem do meu alcance.
O final da historia é de birra, eu me nego a te dizer que o meu desejo é te esquecer. Coisas que a água leva, são leves, leves como a brisa, a brisa dos momentos, momentos que ninguém precisa.
O passado hoje se torna presente, ele sorri das minhas dores procurando novos amores, amores que não passam, pelo menos não passam como o meu amor passou pra ele, rápido e fugaz, fugindo dos sentimentos, os sentimentos mais reais.
Você me faz morrer aos poucos e lentamente, principalmente quando chega perto e tudo que sabe fazer é não fazer nada.
Vou criar muros pra impedir a loucura desse amor de me atingir. Mas será mesmo que adianta? São só muros, tapam, encobrem, mas não impedem você de entrar em mim e me tornar errada, me tornar nada.
Uma historia acabada com continuação ♫”