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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

entre as estações.


“Amanhã, teremos chuva durante todo o dia na capital…”

Flip.

“If I could just see you… Everything wold be all right…”

Flip.

“Hoje no Momento Paixão Nativa, a história de amor a distância…”

Flip

“Ainda acho que Eduardo e Monica, foi a melhor retratação do amor…”

Flip.

Desisti de zapear pelas estações do rádio, assim como alguns minutos antes havia desistido de ver TV… O dia chuvoso que estava por vir, a nossa musica, a história de amor a distância que provavelmente deu certo, o teu nome. Tudo no mundo, tudo aqui ao meu redor, tem um pouquinho de você, só eu que não, só comigo que não sobrou nada do que você foi, você fez questão de levar tudo embora. Embora.

Nos últimos dias eu dormi no sofá, pois a cama tinha muito do teu cheiro e eu nem sei trocar lençol, mas hoje pela manhã eu acordei na nossa cama, depois de doses de vodka (eu sei que vodka não ajuda exatamente a esquecer, eu sei) e fitei o teto, finalmente, depois de anos, eu poderia levantar sem peso na consciência, poderia saltar da cama, escovar os dentes e ir pro trabalho com a minha camisa amassada, não precisava mais ficar enrolando na cama com medo de me mexer e acordar você que dormia no meu peito, não precisava mais ficar com dó de te tirar do seu sono profundo, mas mesmo assim eu cheguei atrasado mais uma vez no trabalho, cheguei atrasado porque preferi te relembrar um pouquinho. Ou muito.

Sabe, ontem quando eu cheguei no escritório e tua foto estava em cima da mesa, o teu sorriso me doeu e eu olhei ele por 23 segundos, depois guardei o porta-retrato na gaveta e suspirei ao me dar conta que eram exatas 122 horas sem sorrir. As pessoas do metrô me olhavam de modo estranho, eu cheguei a imaginar que elas podiam ver o quão triste eu estava por dentro, mas só quando cheguei em casa percebi que havia passado o dia todo com a camisa do aveso e sorri, quebrei o ciclo e logo em seguida te escrevi um poema. Rimei teu nome com unica.

A coisa de escrever poema virou rotina, sentir saudade virou normal… Eu senti tua falta e li teu nome no jornal durante longos dias, eu até cheguei a chorar, eu fui covarde, fugi das evidencias e quis negar que a vida te esfregava na minha cara, mas não pude negar que os meus atrasos, as minhas loucuras, as camisas ao avesso, os poemas, as contagens de quantas horas fiquei sem sorrir… Tudo isso era você, não consegui fugir do fato de que eu sinto saudade e mesmo com a minha vida se tornando cada vez mais suja sem você, eu não consigo pegar a droga do telefone e te ligar, sabe por que? Porque um dia você me disse que é muita burrice correr atrás e eu lutei tanto pra te provar que não sou burro, por que agora? Não sei, só sei que eu queria que fosse agora, agora que o telefone tocasse e você dissesse que é burra, que é tola, que é… Minha. Talvez minha só agora, por 4 minutos, mas minha.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Números romanos.


Quem já perdeu um sonho aqui sabe o que é decepção
Só quem já perdeu tudo o que tinha pode entender.
(Hateen)



João sentou na mesa de sempre, do café de sempre, com as mãos afundadas nos bolsos do casado e o coração inundado na caneca de café que estava cheia, desde que o garçom trouxe.
Ela foi correr, vestida com o moleton largo dele que usava sempre pra dormir, não pretendia, mas foi direto na direção do café e olhou pela vitrine, ele estava lá e seu coração se sufocou daquele jeito agridoce e triste, pobre Paula.
E ele resolveu tocar violão, ali, no café mesmo, tocou a canção que mais lembrava Paula e enquanto cantava: "Minha blusa favorita fica melhor em você"*, percebeu que ela era isso ai, ela era destoante do seu mundo, que ficava bonita de azul-marinho, como ele nunca ficaria, que ela vestia roupas dele e ficava bem, como ele nunca ficaria e ele nunca ficaria feliz ao lado dela, porque Paula e ele não foram feitos pra ficar.
E Paula foi pra casa e se afundou na poltrona e chorou, não por ele, era porque ela percebeu que nunca quis ser cantada, que já bastava se ver nos próprios textos e se não queria mais ser cantada, não queria mais João, o cantorzinho, ela se bastava, porque ela tinha a capacidade de colocar um ponto final, mesmo que através de um bilhete, como ele nunca seria capaz, ela saiu e foi embora, sem saber onde morar, como ele nunca faria e ela viu que eles não foram feitos um pro outro e só restava saudades do Bob, ah Bob!





*: Felipe Smu - Sonho de inverno



sábado, 9 de abril de 2011

Paralelepípedo

É sempre amor, mesmo que acabe, com ela aonde quer que esteja. (Bidê ou balde)




E Paula chutou o paralelepípedo antes de se render e se sentar no meio-fio da calçada. As malas empilhadas ao lado e o coração entulhado por dentro, ela tinha vontade de ser digerida, mas antes mesmo de ser devorada, já se sentia cuspida.
Paula saiu cega, ciumenta, batendo a porta se esquecendo de trancar, se esquecendo de procurar um lugar pra morar, esquecendo que todo dinheiro que tinha estava na conta-conjunta com ele.
Pegou o celular e viu duas ligações perdidas, dele, escreveu uma mensagem:
"João, fui, acho que você já percebeu, vou pegar metade do dinheiro na conta, só quero te avisar. Me consumi todos os dias enquanto estive com você e agora não estou mais e mesmo assim me sinto consumida pela vida. Paula."




domingo, 27 de março de 2011

Coxas, joelhos, fins.


Eu quase morro quando diz que pra você sou diferente, já te fiz feliz.
(Manu Gavassi)




Meu coração disparou, daquele jeito natural de sempre, minhas mãos não tremeram, mas era porque as suas estavam sobre as minhas, apertando de forma doce. Seus lábios tão beijáveis estavam um pouco proximos demais, era perigoso e enquanto sua voz saia, eu fazia um esforço maior pra poder entender o que você queria dizer, porque com toda aquela proximidade do seu joelho com a minha coxa eu estava desconcertada.
"Você sabe que todas aquelas garotas juntas, não dá uma como você, você sabe" sim eu sei, pensei sem poder dizer, porque naquele momento sua boca parecia mais beijável ainda, melhor que nunca esteve "E você também sabe que você é unica, a unica que merece amor de verdade" Sim, eu sei, mas não posso te responder agora porque seu joelho roçou na minha coxa, e me subiu um frio irreal pela espinha "Mas você também sabe que eu não sou o cara certo, não posso ser, você me fez feliz, você é diferente, você merece algo a mais" Sim, eu mereço, mas é que agora estou muito ocupada sentindo sua mão sobre a minha.
E depois disso você levantou e foi embora, ai então meu coração desacelerou, se tornou morto, minhas mãos tremeram e eu me senti tão sozinha, ai então eu pude ouvir com clareza tudo aquilo, eu sou boa demais, por isso você teve que ir embora, isso não é incrível? Não, por que como eu vou viver sem seus joelhos no fim das contas?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tu, tu, tu, tu.


Me ligou, só pra dizer que me amava e desejar boa noite, talvez pra não perder o costume, apesar de saber que nada pode ser como antes, eu atendi e vou continuar atendendo, até o dia que você cansar de fingir que se importa comigo e enfim, poder ir encher a cara, fumar e beber, enquanto joga truco.
Eu sei de tudo, porra, foram DOIS anos, te conheço bem, talvez melhor quer você mesmo se conhece e eu sei que você só está tentando me fazer ficar bem, mantendo a rotina de ligar sempre, de se fingir presente, mesmo que tudo tenha chegado ao fim, eu sei, sei que você não se importa de verdade, mas não pode me deixar na mão.
E não acho digno, só acho que é pior assim, porque você está perdendo seu tempo, me fazendo perder o meu e no entando, os dois sabemos, que aqueles email's me convidando pra tomar café com você e seus amigos, não passam de piedade e só acontecem porque você sabe que eu não vou.
Não vou ir olhar pra você com a sua secretaria, nem vou ir fingir que sou sua amiga, porque eu não sou, não sou sua amiga, sou sua ex, sua quase, sua nada talvez, mas amiga não e mesmo que você me ligue pra dizer que me amava e desejar boa noite, nada vai mudar.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Saudade do meu passado, não tenho*


De certa forma tudo sumiu, por alguns dias, dei sorte de ter um feriado pela frente pra pensar depois da nossa briga, foi melhor pra mim poder ficar longe, pra decidir que não dá mais pra fingir que você passou, sendo que ainda está por perto, decidir que não vou mais escrever sobre você. O que estou fazendo? Escrevendo, sim, sobre você, mas considere como uma despedida, sem adeus, lágrimas, abraços, sem você nem saber que essa despedida existe, mas uma despedida.
Vou escrever aqui, com todas as letras, que é pro meu coração entender: ACABOU, sim, hoje, agora, eu sei que faz quase dois anos que nosso namoro acabou, mas estou falando da burrice, daquela doçura de garota apaixonada, essa acabou de morrer aqui dentro e quer saber? Não dói matar os sentimentos que te fazem vulnerável e pequena, não é ruim querer ser forte, ser maior, não é, não é e eu peço a Deus que amanhã, quando te encontrar, continue não sendo.








*: Trecho da musica Sal - Salz Band

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Amigas para sempre?


[...] O abraço de um vampiro é o sorriso de um amigo e mais nada. (O teatro magico)



Sabe quando você sente falta, mas também têm dentro de você a certeza de que não daria o braço a torcer? As palavras estão entaladas aqui, prontas pra pular pra fora, talvez quando e se elas se libertarem, venham acompanhadas dessas lágrimas que também estão presas, mas não tenho certeza de quais são essas palavras, "me desculpe?" talvez, ou apenas um "eu te amo".
Eu fico pensando em por que eu perderia tempo? Por que não resolver agora enquanto o tempo não fez o favor de alargar a magoa? Mas ao mesmo tempo fico imaginando se não é de tempo que precisamos, ambas, pra esquecer tudo que nos afastou.
É difícil quando você se depara de frente de sentimentos, pessoas, situações e você não sabe como agir, não sei se sorrio e pareço desesperada para recuperar a amizade, ou se ignoro e espero que ela venha atras, que dê o primeiro passo, é estranho se sentir desconfortavel diante da pessoa que mais me conhece, sabe meus segredos, é estranho quando tudo muda.
Sabe eu me sinto como uma menininha de seis anos novamente, perdida diante da separação dos meus pais, mas na verdade estou diante disso, a minha melhor amiga (talvez eu deveria me referir a ela como 'ex-melhor amiga',mas é que essas palavras são falsas no fim das contas, porque eu não a desconsidero), está com raiva, odio, denomine como quiser, de mim, e isso me deixa perdida, atordoada, confusa, talvez triste.
Adoraria pedir desculpa, abraça-la e dizer que já passou, eu a amo e tenho um milhão de coisas pra contar, coisas que quero ouvir, porém, ela não está aqui agora e sei que quando eu a ver, essa coragem toda vai embora e a sensação de descontentamento, saudade, vai me invadir denovo e tudo que vou poder fazer é sorrir.
Por que as coisas mudam? Por que as pessoas se vão?



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Lembranças.


Não deveriamos deixar acabar, porque você sabe que o fim nunca é bonito, não deveriamos deixar tudo se perder, porque você sabe que eu sinto muito, mas mesmo assim não dá mais pra segurar a barra, não dá mais pra segurar as mãos como se elas me pertencessem mesmo sabendo que elas já não são mais minhas, já não posso beijar os seus labios e querer gritar pro dono dos meus labios vir me salvar, olha só pra nós dois, quanto tormento, quanta desilusão, olha só pra você, eu parti seu coração, mas mesmo assim não deveriamos deixar acabar, tente se agarrar no ultimo fio de esperança, devagar porque ele é fragil, mas pode segurar, porque quando vira lembrança corta, marca, porque quando vira lembrança você sabe é porque ainda resta algo, mas de bom não resta nada._ Luu F.



Você se abraça em algo que, não deu valor pra tentar impedir que tudo vire lembranças ♪ (Diwali e Bonde da stronda)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O pra sempre.


Derrepente eu pareci me dar conta de que não existe pra sempre que dure, sabe quando te dizem "é pra sempre, vai durar" é tudo uma grande mentira, é tudo apenas uma ilusão e é tão bom viver de ilusão que demoramos muito pra nos dar conta disso, mas a verdade é que quando as fantasias acabam, dói, como se o mundo fosse parar, você passa a temer, por você, porque você se sente pior que o monstro que morou dentro do seu armário, se sente ruim, se sente culpada, mas depois percebemos que não devíamos temer e sim recomeçar.
Agente vem caminhando pela beira da praia durante um longo tempo, mãos dadas, sol quente, a agua que bate nos seus pés, as pegadas que mostram que você passou por ali e que conhece muito bem aquele território, mas ai, você percebe que as pegadas somem, desaparecem e junto com elas levam a certeza de que você esteve lá e de que você conheceu bem aquele lugar, assim é com o pra sempre, um dia ele se apaga.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Descansa em paz.


Foram tantos momentos ao seu lado, compartilhando de todas as suas tardes, foram tantas historias entre agente que aconteceram nos corredores do Teodomiro, foi tudo tão bom e vivido com voce. Meu topera, meu Ale, meu Poste você não sabe como hoje me arrependo de não ter estado ao seu lado nos ultimos anos, você não sabe o quanto hoje meu coração se enche de dor ao saber que você se foi e que o seu sorriso, a cara o seu sorriso nem mais aqui pra nos fazer bem está, não quero mais nem lembrar, não quero nem deixar que a ficha caia porque vai doer mais ainda, você se foi, pra sempre, sem volta, você nos deixou aqui e agora? Quem vai encher meu saco pelo Eduardo? Quem vai me perguntar se eu to bem? Quem? Porque você não esta mais aqui, nós dois não temos mais doze anos e não somos mais da sexta serie, o tempo passou cara, nos perdemos pelo tempo e pra voce o tempo acabou, assim, aos dezessete anos, no momento que voce mais deveria estar vivendo.

Em memoria do Alessando Novais, só Deus sabe a falta que voce me faz.


É tão estranho os bons morrem jovens, assim que parece ser quando lembro de voce. (Legião urbana)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não importa o quão forte você seja, chega uma hora que é imporssivel não chorar, porque o medo está tão presente que cada parte de você sabe que o teatrinho de a-menina-mais-feliz-do-mundo não vai durar pra sempe, nada dura, por que algo tão falso duraria?
Eu sei e todos sabem que eu me segurei, a cada dia, a cada segundo, eu te olhava e não, eu não podia chorar, eu não era mais a menininha fragil, fraca e boba que caia no sue papo todo dia, eu não era mais a sua garotinha, eu era forte, eu não podia, mas esses pensamentos não conseguiram duarar pra sempre e eu chorei.
Talvez as pessoas que me ajudaram a me manter forte acabem me odiando, talvez eu mesma acabe me odiando, mas não teve como não cair, não teve como não desmoronar quando eu vi que nada importa, você não vai voltar, se eu te desprezar, te agarrar, te quizer, te esnobar, mesmo assim você não vai voltar a ser meu e as lagrimas foram a constatação disso.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu não acredito mais.


A campainha soou e ela desceu as escadas correndo, se atrapalhando com as pantufas enormes de ursinho, passando a mão desajeitada no short curto de ficar em casa, abriu a porta rapidamente e deu de cara com dois olhos azuis, eles a prenderam e seu coração imediatamente começou a pulsar, quanto tempo que ela não o tinha tão perto, quanto tempo já havia passado desde que afundou naquelas duas piscinas azuis pela ultima vez, quantos meses desde o verão? Ela não tinha noção do tempo exato, ela sabia que longe dele um minuto era eterno e por isso não perdia seu tempo controlando o tempo.
Ele segurou a mão dela e a puxou, começou a descer as escadas da varanda ainda a guiando, atravessou a rua e continuou andando, ela apenas o seguia, sentia a mão quente e suada dele segurando a sua, ela sabia que ele estava nervoso, sempre suava quando estava nervoso, ela sorriu ao se lembrar de um detalhe tão bobo, ele estava ali, com ela e ela se prendendo em coisas tolas como aquela.
Quando chegaram em uma velha praça ele parou, soltou a mão dela e foi caminhando até um balanço enferrujado, sentou e ficou observando a menina, ela continuava parada, olhando pasma pra ele, quando ele percebeu que ela estava com um short muito mais curto do que qualquer outra roupa que ela gostava de vestir ele sorriu, mas por que ele estava pensando nas roupas que ela gosta de vestir? Ele tinha tanto pra falar pra ela e estava perdendo tempo.

As pessoas a olhavam estranhamente, algumas crianças que estavam bincando por ali a apontavam maravilhadas, claro, ela estava com uma pantufa no meio de uma praça, parada com cara de besta, morrendo de vontade de ir até ele, mas paralisada. Quando suas pernas finalmente a tiraram do lugar, ela caminhou até ele, se sentia ridicula, mas não importava, ela precisava ficar mais algum tempo perto dele. Ela sentou no balanço ao lado do que ele estava sentado e os dois ficaram por algum tempo em silêncio.
- Foi aqui que nos beijamos pela primeira vez. - disse ele olhando o crepusculo chegar.
- E foi aqui que você terminou tudo comigo. - a amargura era notavel na voz da menina, ela sempre evitava falar naquele dia.

- Eu sinto ciumes de você. - ele disse inesperadamente. - e eu nunca tinha sentido isso por outro alguem, me disseram que isso era amor, mas eu me recusei a acreditar.

- Assim como você não acreditou no amor, eu tambem não acredito em você. - ela sentiu uma pontada no coração, mas continuou falando. - Não sei nem o que estou fazendo aqui. - ela levantou, não queria ir embora, era tão bom sentir o perfume doce dele, mas ela precisava ir.
Ela começou a caminahr devagar, sem pressa alguma de deixar ele pra trás, sem pressa de deixar a unica pessoa que um dia fez ela feliz ali.
- Agora eu acredito. - ele disse se aproximando dela e pegando uma das mãos da garota, levou a mão dela até seu coração que pulsava loucamente. - eu amo você, meu coração é inteiramente seu.
- Mas eu não acredito mais, já estou convencida que você não tem um coração. - disse ela sorrindo friamente.

- Mas eu tenho. - ele apertou a mão dela mais forte sobre seu peito, para que ela sentisse o seu coração.

- Tarde demais pra você descobrir. - ela secou uma lagrima teimosa que insistiu em cair e foi correndo pra casa, as pantufas a atrapalhavam, mas ela corria mesmo assim, as pessoas a olhavam, mas ela nao se importava, ela e
stava livre demais pra se importar com alguma coisa.

sábado, 7 de agosto de 2010



Essa maré de azar
já vai passar
acredite na sorte
e não a deixe escapar.
(Catch side - Interstelar ♪)

Eu sei que pra mim é o pior, está doendo e eu ainda não consigo me imaginar sem vocês, sem novas cançoes de amor, mas eu entendo tudo isso, eu apoio a decisão que vocês tomaram, não que eu esteja aceitando facilmente, mas eu sei que se fosse possivel vocês não teriam deixado acabar, voces segurariam a barra e tudo estaria muito bem, mas vocês não podiam e terminar por aqui foi a decisão mais correta e eu estarei sempre aqui quando outras decisoes forem tomadas.
Eu sempre soube o quanto voces se preocupam e talvez por isso eu tenha tanta certeza do quanto foi dificil para voces tomarem essa decisão, afinal, ela afetaria milhares de corações, eu sei e talvez no começo eu tenha ficado chateada e me sentido sozinha, mas é assim mesmo, eu estava cega pelo sentimento de perda que me atingiu, mas eu sempre soube, mesmo que apenas bem no fundo, que voces só fizeram isso por ser muito necessario e que nunca fariam se o motivo não fosse realmente maior que o sonho.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Untitled.


Ela estava deitada naquela poltrona, tres horas já haviam se passado e ela na mesma posição, nada nela parecia estar vivo ou acordado, a chuva caia lá fora com uma força absurda, ela adormeceu, ignorando o barulho das gotas, só acordou quando o tão esperado toque do telefone preencheu a casa vazia. Ela pegou o aparelho, aquele simples gesto exigiu dela um grande esforço, ela já sabia tudo que levou aquele telefonema a acontecer, assim que ela atendeu, ele foi despejando nela tudo que sentia, tudo que tinha pra dizer, uma enchorrada de palavras dolorosas e infantis, ela disse tão pouco, na verdade não disse nada teve medo, falta de coragem, teve a sensação de impotencia pulsando forte, ela apenas sussurou pra ele alguma coisa e desligou. Levantou da poltrona sentindo o mundo girar, o corpo dela inteiro doia por ter ficado muito tempo na mesma posição, mas algo ali doia mais, ela subiu a escada e se jogou na cama, ali era melhor, mais familiar, ela abraçou pela ultima vez o urso que ganhou dele no ultimo natal e começou a despedaça-lo com as proprias mãos, enquanto rasagava o urso, foi gritando pro vazio : 'Ele só tinha palavras tão cauculadas pra mim, aposto que ensaiou na frente do espelho como ia terminar comigo, nem pra ser autentico ele serviu, nem pra terminar com dignidade.' E então se rendeu, chorou por toda aquela noite triste e quando o dia amanheceu, tudo estava destrudio, a rua alagada e seu urso preferido rasgado, aos trapos, como seu coração.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não precisa voltar.


'Adeus' era tudo que eu queria dizer a ele, mas nada saia, nenhum som ou sussuro. 'Nao volte nunca mais' eu esperava que ele me ouvisse gritar, mas ele já tinha ido embora pela estrada e a estrada era grande demais, eu não tinha coragem de correr por ela e alcança-lo, obriga-lo a me ouvir dizer: Eu não quero mais, não aguento mais, não preciso mais senti-lo.
Eu esperava que aquele fosse o nosso ultimo encontro, mas para isso, eu precisava deixar bem claro que eu não desejava te-lo de volta, eu precisava que ele entendesse e eu tinha certeza que ele interpretaria meu silêncio como o aval para que ele voltasse novamente, que me visitasse denovo, com aquelas suas visitas que me faziam muito mal, que me deixavam doente e chorando.
Você deve imaginar que se eu não tinha disposição para correr pela estrada, ele tambem não teria coragem de percorre-la e voltar para me visitar, mas ele voltava, sempre voltava, ele nao tinha priguiça pra vir e me fazer chorar.
Eu não podia correr o risco, então resolvi escrever um bilhete pra ele, coloquei na pedra onde ele sempre se sentava para descançar, a pedra da falta de esperança:
'Senhor amor, não volte nunca mais, pois eu não aguento mais a sua torturante presença, fique onde está senhor amor, onde está agora, de onde nunca deveria ter saido'

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nao era só uma mentira.


Depois de tanto tempo fingindo que nao o amava mais, ela começou a acreditar nisso, começou a viver plenamente aquela mentira, nao sorria mais quando ele chegava perto, nao tremia, nem deixava que seu coração batesse fora do ritmo normal, tratava ele como todos os outros meninos, sem se sentir burra ou idiota perto dele, sem ficar vermelha e era tão bom viver aquela fantasia de que ele nao era nada em sua vida, que ela prolongou isso por muito tenpo, tanto tempo que chegou a se esquecer que era só uma mentira.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mais uma lagrima.


A chuva batendo no telhado me impediu de adormecer, meus sonhos haviam ido embora e aquele seria um longo dia. Eu estava triste, as horas passavam devagar e a aula estava mais chata que o normal, quando eu nao esperava, você se aproximou, sentou em uma cadeira do meu lado, deitou no meu colo e ficou ali comigo, eu me senti confortavel, o perfume dele era a coisa mais familiar que tinha ali e seu sorriso lindo, era algo novo, algo que eu já estava começando a curtir. Ficamos tanto tempo ali, do mesmo jeito, juntos, falando coisas tolas, vocÊ em meus braços, eu cheguei a pensar que nunca acabaria, mas acabou, você levantou, foi embora, uma lagrima, unica, sozinha, rolou pelo meus rosto.

sábado, 1 de maio de 2010

Foi só pra te ver sorrir.


Nosso tempo juntos acabou,
nossa amizade foi o que restou

Não quero mais sofrer, vou viver
Nem tudo na vida é como agente quer
( Outline e Bonde da stronda - Minha vida sem Você ♪)

Fiz de tudo errado, tentando acertar, fico me perguntando se adiantou, se adiantou eu estar do seu lado naqueles momentos e ter te abandonado quando você mais estava precisando?Hoje eu vejo como fui egoísta ao te deixar, fui atrás de uma alegria passageira e te deixar sofrendo por mim. Te ver com os olhos cheios de lagrimas foi muito difícil, doeu dentro de mim, mas eu escondi tudo isso por medo, medo de me entregar aos seus braços novamente, te fazer sorrir por pouco tempo e te deixar sofrendo sozinho, sem o meu amor. Sim, eu fiquei do seu lado pra te ver sorrir, mas fui deixando-me partir, depois de te ver sofrer, desejava novamente ver um sorriso em seus lábios, ver seus olhos brilharem de alegria, queria muito te ouvir rindo, te ouvir sendo o mais bobo dos meninos e dizendo coisas sem sentido, e o único jeito que eu encontrei pra te ver sorrir, foi me afastando, te fazendo me esquecer. Não sei se tudo adiantou, mas parece que sim, agora tudo esta nos seus lugares e eu não sei se foi melhor assim. Teria sido melhor se você nunca tivesse me conhecido, ou se tivessemos sido apenas amigos, porque eu nunca vou te amar como você merece ser amado.

domingo, 11 de abril de 2010

O dia depois do fim;


A porta
Um dia abrimos a porta pra um novo dia, um dia que você não pensou que chegasse, você abre a porta, tudo parece estar sombrio, todos os rostos que na rua passam parecem muito familiares. Em cada um daqueles olhares que se encontram com os seus, há um brilho que te faz lembrar bons momentos, momentos que nunca irão voltar. A chuva cai, molha seu rosto, leva suas lagrimas, mas nao leva sua dor, de que adianta então levar alguma coisa? Se por dentro você ainda sofre. Cada passo fica mais lento, te levam pra lugares que você conhece muito bem, lugares onde você ja esteve, onde você ja foi feliz, mas voltar ali agora te faz triste, te faz querer ir embora, mas o maximo que você consegue é sentar e reviver em pensamento cada uma daquelas cenas de amor. Um dia abrimos a porta e quando nos deparamos com o inesperado, queremos voltar correndo pra dentro, queremos nao enfrentar o que nos espera lá fora, queremos fugir da dor de perder, perder sme ter forças pra lutar. Nesse dia entendemos o quanto é ruim conhecer alguem que te fez feliz, porque quando ele vai embora, tudo que te resta é viver e viver é tudo que você nao quer. Eu nao queria abrir a porta!
bgs

Luana Farias Rocha