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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

entre as estações.


“Amanhã, teremos chuva durante todo o dia na capital…”

Flip.

“If I could just see you… Everything wold be all right…”

Flip.

“Hoje no Momento Paixão Nativa, a história de amor a distância…”

Flip

“Ainda acho que Eduardo e Monica, foi a melhor retratação do amor…”

Flip.

Desisti de zapear pelas estações do rádio, assim como alguns minutos antes havia desistido de ver TV… O dia chuvoso que estava por vir, a nossa musica, a história de amor a distância que provavelmente deu certo, o teu nome. Tudo no mundo, tudo aqui ao meu redor, tem um pouquinho de você, só eu que não, só comigo que não sobrou nada do que você foi, você fez questão de levar tudo embora. Embora.

Nos últimos dias eu dormi no sofá, pois a cama tinha muito do teu cheiro e eu nem sei trocar lençol, mas hoje pela manhã eu acordei na nossa cama, depois de doses de vodka (eu sei que vodka não ajuda exatamente a esquecer, eu sei) e fitei o teto, finalmente, depois de anos, eu poderia levantar sem peso na consciência, poderia saltar da cama, escovar os dentes e ir pro trabalho com a minha camisa amassada, não precisava mais ficar enrolando na cama com medo de me mexer e acordar você que dormia no meu peito, não precisava mais ficar com dó de te tirar do seu sono profundo, mas mesmo assim eu cheguei atrasado mais uma vez no trabalho, cheguei atrasado porque preferi te relembrar um pouquinho. Ou muito.

Sabe, ontem quando eu cheguei no escritório e tua foto estava em cima da mesa, o teu sorriso me doeu e eu olhei ele por 23 segundos, depois guardei o porta-retrato na gaveta e suspirei ao me dar conta que eram exatas 122 horas sem sorrir. As pessoas do metrô me olhavam de modo estranho, eu cheguei a imaginar que elas podiam ver o quão triste eu estava por dentro, mas só quando cheguei em casa percebi que havia passado o dia todo com a camisa do aveso e sorri, quebrei o ciclo e logo em seguida te escrevi um poema. Rimei teu nome com unica.

A coisa de escrever poema virou rotina, sentir saudade virou normal… Eu senti tua falta e li teu nome no jornal durante longos dias, eu até cheguei a chorar, eu fui covarde, fugi das evidencias e quis negar que a vida te esfregava na minha cara, mas não pude negar que os meus atrasos, as minhas loucuras, as camisas ao avesso, os poemas, as contagens de quantas horas fiquei sem sorrir… Tudo isso era você, não consegui fugir do fato de que eu sinto saudade e mesmo com a minha vida se tornando cada vez mais suja sem você, eu não consigo pegar a droga do telefone e te ligar, sabe por que? Porque um dia você me disse que é muita burrice correr atrás e eu lutei tanto pra te provar que não sou burro, por que agora? Não sei, só sei que eu queria que fosse agora, agora que o telefone tocasse e você dissesse que é burra, que é tola, que é… Minha. Talvez minha só agora, por 4 minutos, mas minha.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

.


Mudei tudo, modifiquei meu mundo, mas não me arrependo de nada.
(Fake Number)



Quantas historias começaram no fake? Quantos amores nasceram no fake? Muitas historias, muitos amores.
Um dia você resolve entrar nesse mundo por curiosidade, por brincadeira, um mundo onde tudo é tão facil, tudo é licito, você pode ser quem você quiser, ter o que você quiser e fazer tudo sem dar sua cara a tapa, só que o que a maioria das pessoas não sabe é que a brincadeira vai se tornando mais importante a cada dia e você percebe que no fake tudo pode ser falso, mas os sentimentos não são, os sentimentos que nascem ali são reais.
Ai você passa a chorar em Off pelo On, quando você deveria rir, afinal era só uma brincadeira e tudo que você sabe fazer é pensar em como seria se tudo aquilo fosse real, você sonha, brinca, faz amigos, se descabela, se apaixona, entra no ritmo, perde o compasso, até que chega então o dia, o dia de deletar, porque não dá mais pra brincar, não dá mais pra chorar.
E você larga tudo e quando eu digo tudo, não estou falando de fotos, depoimentos, números de amigos, não, estou falando de cada amigo que você fez ali e que passaram madrugadas teclando com você, de cada pessoa atrás da tela do computador que ri com suas piadas ou choram do mesmo jeito que você.
Vai fazer um bom tempo que eu consegui largar o fake, a coisa idiota, de gente sem vida própria, mas que se tornou o meu maior refugio e que hoje eu posso ver: Me ensinou muitas coisas que na vida "real" eu nunca teria aprendido. Quer um conselho? Não entre nunca no mundo fake, não porque é ruim, pelo contrario, é porque lá vai ser o unico lugar onde você vai amar as pessoas pelo coração, pelo carisma que elas tem e não pela beleza e essas pessoas vão ocupar um lugar cada vez maior na sua vida, só que um dia você vai ter que ir embora e vai doer, como ainda dói em mim.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Três.


Não há culpa pelo modo como nosso amor lentamente desapareceu
(Death Cab For Cutie)



Tentei te ligar quando acordei durante a noite, mas lembrei que havia apagado seu numero da minha agenda, que era pra não te lembrar, quem me dera se ao menos tivesse funcionado, mas não funcionou e ali estava eu, as três da manhã, morrendo de vontade de ouvir sua voz e não podia, tentei lembrar o numero, mas porra, três anos cara, três se passaram, não deu pra lembrar, liguei o computador, fui no seu orkut, não te tinha mais adicionado a um tempo, procurei pelo seu Twitter e nada, nada, fui no orkut das suas amigas, nada, em nenhum lugar, nenhum rastro.
Lembrei daquele vídeo onde você cantava um pagode junto com seu irmão, mas tinha sido excluído e eu ainda precisando ouvir sua voz, voltei pro celular, percorri a agenda, achei o numero do seu melhor amigo, liguei, ele atendeu com voz de sono, mas eu ainda me lembrava bem dela, mas não era a voz que eu tanto precisava ouvir, perguntei de você, ele disse que não tinha mais seu numero, perguntou se eu estava bem e eu disse que sim e desliguei, cansada, cansada, mas não podia dormir sem ouvir sua voz.
Esperei o dia amanhecer e fui na escola, com o meu maior óculos escuro pra esconder as olheiras, alguns professores me reconheceram, quanto tempo, três anos, o que faz da vida?, faculdade?, trabalho?, só preciso saber o telefone dele, mas é anti-ético fornecer o telefone de ex-alunos e eu fui embora te precisando ainda mais, fui na praça onde matávamos aula, fui no cinema, fui no restaurante, mas em nenhum desses lugares você estava, fui na rua da sua casa, mas a casa parecia abandonada, perguntei de você pros vizinhos, me disseram que sua familia tinha mudado a três anos, sentei na sua calçada, lembrando das vezes que ficamos nos beijando ali e chorei um pouquinho, tudo girava, mas me levantei e fui embora, era hora de te esquecer de novo e eu fui me dando conta de que o nosso amor desapareceu e a gente nem tinha culpa, era pra ser.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aperta.


Alagoas, 14 de abril de 2011


Leonardo,

Cheguei hoje a tarde, que aperto essa historia de ir embora, tantas malas, tantas coisas, tantos sorrisos que ficaram pelo meio do caminho, mas mesmo assim cheguei e vou viver, quem sabe não era exatamente isso que me faltava.
Sabe muita coisa mudou, na integra, desde aquele dia que te disse que ia embora, que ia tentar em outro canto e você apenas me desejou boa sorte, disse que tentar de novo é sempre bom. Tenho que concordar, é sempre bom, mas eu queria que quando eu contasse que estava indo embora, o amor reacendesse e você pensasse em como ia ser difícil sem mim, mas parece que não né?
Olha, primeiro para de ser tão condescendente com as mentiras desse seu mundo sujo, olha um pouquinho só pra frente e aprende um pouco com as coisas que a vida esfrega na tua cara. Olha pra mim, só por carta mesmo pra te dizer essas coisas, mas é isso mesmo, muda um pouco, por favor.
Se cuida enquanto o trem passa por você e se um dia, se sentir pronto, embarque no vagão, mesmo que seja o ultimo, mas não deixa o trem passar por inteiro sem você se decidir, porque a vida não volta atrás.
Eu preciso dizer que te amo? Que aperta? Não, acho que não.


Com amor, Luana.

domingo, 27 de março de 2011

Coxas, joelhos, fins.


Eu quase morro quando diz que pra você sou diferente, já te fiz feliz.
(Manu Gavassi)




Meu coração disparou, daquele jeito natural de sempre, minhas mãos não tremeram, mas era porque as suas estavam sobre as minhas, apertando de forma doce. Seus lábios tão beijáveis estavam um pouco proximos demais, era perigoso e enquanto sua voz saia, eu fazia um esforço maior pra poder entender o que você queria dizer, porque com toda aquela proximidade do seu joelho com a minha coxa eu estava desconcertada.
"Você sabe que todas aquelas garotas juntas, não dá uma como você, você sabe" sim eu sei, pensei sem poder dizer, porque naquele momento sua boca parecia mais beijável ainda, melhor que nunca esteve "E você também sabe que você é unica, a unica que merece amor de verdade" Sim, eu sei, mas não posso te responder agora porque seu joelho roçou na minha coxa, e me subiu um frio irreal pela espinha "Mas você também sabe que eu não sou o cara certo, não posso ser, você me fez feliz, você é diferente, você merece algo a mais" Sim, eu mereço, mas é que agora estou muito ocupada sentindo sua mão sobre a minha.
E depois disso você levantou e foi embora, ai então meu coração desacelerou, se tornou morto, minhas mãos tremeram e eu me senti tão sozinha, ai então eu pude ouvir com clareza tudo aquilo, eu sou boa demais, por isso você teve que ir embora, isso não é incrível? Não, por que como eu vou viver sem seus joelhos no fim das contas?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tu, tu, tu, tu.


Me ligou, só pra dizer que me amava e desejar boa noite, talvez pra não perder o costume, apesar de saber que nada pode ser como antes, eu atendi e vou continuar atendendo, até o dia que você cansar de fingir que se importa comigo e enfim, poder ir encher a cara, fumar e beber, enquanto joga truco.
Eu sei de tudo, porra, foram DOIS anos, te conheço bem, talvez melhor quer você mesmo se conhece e eu sei que você só está tentando me fazer ficar bem, mantendo a rotina de ligar sempre, de se fingir presente, mesmo que tudo tenha chegado ao fim, eu sei, sei que você não se importa de verdade, mas não pode me deixar na mão.
E não acho digno, só acho que é pior assim, porque você está perdendo seu tempo, me fazendo perder o meu e no entando, os dois sabemos, que aqueles email's me convidando pra tomar café com você e seus amigos, não passam de piedade e só acontecem porque você sabe que eu não vou.
Não vou ir olhar pra você com a sua secretaria, nem vou ir fingir que sou sua amiga, porque eu não sou, não sou sua amiga, sou sua ex, sua quase, sua nada talvez, mas amiga não e mesmo que você me ligue pra dizer que me amava e desejar boa noite, nada vai mudar.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Saudade do meu passado, não tenho*


De certa forma tudo sumiu, por alguns dias, dei sorte de ter um feriado pela frente pra pensar depois da nossa briga, foi melhor pra mim poder ficar longe, pra decidir que não dá mais pra fingir que você passou, sendo que ainda está por perto, decidir que não vou mais escrever sobre você. O que estou fazendo? Escrevendo, sim, sobre você, mas considere como uma despedida, sem adeus, lágrimas, abraços, sem você nem saber que essa despedida existe, mas uma despedida.
Vou escrever aqui, com todas as letras, que é pro meu coração entender: ACABOU, sim, hoje, agora, eu sei que faz quase dois anos que nosso namoro acabou, mas estou falando da burrice, daquela doçura de garota apaixonada, essa acabou de morrer aqui dentro e quer saber? Não dói matar os sentimentos que te fazem vulnerável e pequena, não é ruim querer ser forte, ser maior, não é, não é e eu peço a Deus que amanhã, quando te encontrar, continue não sendo.








*: Trecho da musica Sal - Salz Band

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sorvete de uva.

Para uma amiga de infância,
Jane



Pode me ver de onde estás? Alias onde estás? As vezes penso que ainda andas guardada dentro de mim, em algum cantinho arejado, cheio de sol como os nossos dias, mas as vezes chego a pensar com dor que você se foi, viver dias de sol com uma outra amiguinha qualquer.
Eu sinto saudade sabe? Mas sei que me falta inocência para que você queira voltar, eu sinto muito por ter te deixado pra trás, parada lá nos meus cinco anos, se eu pudesse voltava para te buscar e viajaríamos mais uma vez a Bahia juntas, de mãos dadas, ir e voltar em menos de dez minutos e mesmo assim aproveitar totalmente da viagem.
Eu ainda te espero, venha me visitar um dia, quem sabe você não possa ser da minha filha, quando eu e se eu tiver uma ? Pelo menos você vai estar por perto, pense bem, é uma ótima idéia, não poderei viajar com você, provavelmente estarei ocupada, mas prometo que ensino a minha pequena Maria a ir com você e voltar a tempo pro jantar, sempre.

Te cuida e venha me ver quando der,
você ainda é a melhor amiga imaginaria que eu poderia ter.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ola Vovô!

Quando eu fui deitar esses dias me lembrei de você, pedi pra papai do céu te dar um beijo em meu lugar Vô, espero que você esteja ao lado dele agora, espero que olhe por mim.
Eu adoraria um dia ao menos ter te abraçado, eu fico imaginando como seria sorrir pra você e ouvir da sua boca as historias que mamãe me conta que você viveu, olha só pra mim, sentindo sua falta sem nem ter te conhecido.
Por que você se foi tão cedo vovô? Você tinha que ver a minha primeira apresentação de teatro na escola, por que partiu vovô? Foi-se antes de me fazer um cafuné, antes que eu pudesse rir com suas cócegas, antes que eu pudesse ser a sua netinha, sua menininha e eu sinto muito por mim.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Descansa em paz.


Foram tantos momentos ao seu lado, compartilhando de todas as suas tardes, foram tantas historias entre agente que aconteceram nos corredores do Teodomiro, foi tudo tão bom e vivido com voce. Meu topera, meu Ale, meu Poste você não sabe como hoje me arrependo de não ter estado ao seu lado nos ultimos anos, você não sabe o quanto hoje meu coração se enche de dor ao saber que você se foi e que o seu sorriso, a cara o seu sorriso nem mais aqui pra nos fazer bem está, não quero mais nem lembrar, não quero nem deixar que a ficha caia porque vai doer mais ainda, você se foi, pra sempre, sem volta, você nos deixou aqui e agora? Quem vai encher meu saco pelo Eduardo? Quem vai me perguntar se eu to bem? Quem? Porque você não esta mais aqui, nós dois não temos mais doze anos e não somos mais da sexta serie, o tempo passou cara, nos perdemos pelo tempo e pra voce o tempo acabou, assim, aos dezessete anos, no momento que voce mais deveria estar vivendo.

Em memoria do Alessando Novais, só Deus sabe a falta que voce me faz.


É tão estranho os bons morrem jovens, assim que parece ser quando lembro de voce. (Legião urbana)

sábado, 30 de outubro de 2010


Eu nunca achei justo e nem saudavel, mas aconteceu, derrepente eu já não era mais a mesma, derrepente eu já te tinha e mesmo que a sua presença fosse algo totalmente destrutivo, eu te tinha e o que mais podia importar afinal?
Eu tenho que te confessar que dói te ter tão perto assim, mas é o que mais me faz bem e as vezes eu me sinto tão doente e tão viva ao seu lado e isso está me confundindo e me deixando cada vez mais certa de que é ao seu lado que eu quero ficar sempre, sempre que poder.
Olha pra mim e desvia esses seus olhos medrosos dos meus porque eu não suporto medo, medo de mudar, mas eu tenho medo de quando você muda comigo, se transforma nisso que eu não sei bem definir e que mesmo assim meche comigo, me torna melhor ou pior, depende do seu humor.
Eu sinto que tem uma biblioteca, cheia das nossas historias aqui dentro, cheia das suas confusões e das minhas incertezas, cheia das coisas bonitinhas que você me deu e que quando agente brigou eu joguei fora, cheia das nossas fotos fazendo careta e mordendo a bochecha um do outro, cheia de um amor tão incerto que chega a causar inveja em quem vê de fora porque dá a impressõa de que é a coisa mais constante do mundo. Eu te amo e se isso não for suficiente eu tenho muito mais pra você guardado em algum lugar por aqui, no meio dessa confusão.

terça-feira, 12 de outubro de 2010


Saudades de quando agente era mais capenga, catarrenta e se xujava de barro no parquinho na frente da casa que eu morava, saudade do shops das nossas bonecas, que era no brechó, saudades de quando agente fumava palito de dente e a rua era a nossa "casa", saudades de quando tudo era brincadeira, as brigas eram muito mais passageiras que são hoje em dia e os meninos só serviam pra brincar de esconde-esconde na rua, saudades de quando eramos pequenas, menos doidas, menos neuroticas, menos ocupadas, menos preocupadas, menos apaixonadas. Saudades de quando agente era criança, feliz e só queria crescer, hoje eu vejo, cada um cresceu e foi pro seu lado, cada um cresceu e foi viver sua vida e só nos restou lembranças, boas lembranças do que vivemos um dia. Feliz dia das crianças *-*

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E machuca.


E sabe o que mais machuca? É que estava tudo bem, eu tava feliz, era uma felicidade estranha sim, eu chorava denoite quando estava sozinha, eu escondia muitas coisas com sorrisos, mas mesmo assim era felicidade, eu tinha um bom namorado, não o amava, mas ele me amava e o melhor: ele sabia que eu nao correspondia todos aqueles sentimentos, eu não estava sendo falsa.
Mas ai apareceu você, não pedi, nem te procurei, não fui te buscar, nem pedi pra Deus me mandar alguem como você, mas ele mandou, bonito, confiante, com aquele sorriso besta que me encantou, dizendo que me amava, usando e abusando do seu charme e me fazendo de besta, idiota, de apaixonada.
Foi tão injusto, tão doloroso, porque eu larguei tudo, tudo que eu tinha, as coisas e as pessoas que eu lutei tanto pra conquistar e você não deu o meor valor, simplesmente fingiu que ia compensar tudo, mas me deixou sozinha depois, sem nada, nem ninguem e sem forças pra lutar e conquistar tudo denovo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não é saudade.


Não é saudade, você sabe, eu sei que não é, você me diz que "tudo na vida passa" e passa mesmo, mas demora sabe? É mais dificil que você imagina e não adianta vim com esse papinho de "Luana eu também tenho coração" eu sei, sei que você tem coração, mas é que você não sente como eu sinto, você sabe se dosar, não sái por ai se entregando e largando as coisas por ninguem, mas eu não sou assim, eu me entrego mesmo, doa a quem doer e sempre acaba doendo em mim.
Olha desculpa, mas não é saudade mesmo, eu já senti saudade poxa e ela não dói tanto, ela passa quando agente abraça a outra pessoas e isso que eu sinto não passou quando eu te abracei, só... Piorou, não sei ao certo.
E não vem me dizer que é querer, eu te quero sim, mas é mais, muito mais, eu penso em você antes de dormir, nem quando agente namorava eu fazia isso e agora eu faço, eu imagino como seria se você deitasse no meu colo e eu fizesse cafuné na sua cabeça, é mesmo, você nunca me deixou fazer cafuné em você, ia bagunçar seu moicano, mas eu queria, queria mesmo.
Pensa bem, isso não é saudade não, viu? Não mesmo, saudade não faz agente sentir vontade de beliscar, morder, bater, chingar e beijar, só dá vontade de ter a pessoa por perto e eu sempre te tenho por perto, mesmo sabendo que você tá longe em pensamento, você está perto, bem perto.
Eu não acho justo você me dizer que é saudade, porque não é saudade, saudade é muito menos, menos incomoda, menos boba, menos injusta, menos duida.
Me ouve quando eu digo que não é saudade, porque não é mesmo, é só aquela porcaria que você disse que eu não sei sentir e que você sempre me repetia que quando eu aprendesse a ter eu poderia te procurar, éamor.









Bem, digamos que eu estou louca pra mandar uma carta pra ele, escrito exatamente essas coisas rs. Está confuso né? Mas ele vai entender, porque quando eu disse que estava sentindo alguma coisa, ele disse que era só saudade.

sábado, 21 de agosto de 2010

Dear L.

Sabe todas aquelas expectativas? Elas me deixaram aqui sentada sozinha na beira da praia com uma caneta e um papel como companhia. Essas expectativas me frustaram e me deixaram com mais medo ainda, aqui sem você denovo.
Se lembra de quando eu pensei que você tinha voltado a ser meu? Me enganei novamente não é mesmo? Só eu pensei, porque você não havia nem se quer pensado em voltar, nem passou a posibilidade pela sua cabeça, você apenas precisava de alguem pra ficar ao seu lado enquanto o tempo passava, aquele seu tempo vago.
Eu adoraria te olhar e encontrar aquele menino bonito denovo, aquele dos olhos pretos e brilhantes, do sorriso sincero e que me amava tanto, mas eu vejo apenas aquele menino que me enganou tantas vezes e que se transformou em uma péssima pessoa, que me deixou aos pedaços novamente e esse menino ele está disposto a me magoar denovo não é?
Você deve me achar muito idiota, por isso vive tentando me enganar, mas eu sinto muito ao te informar, que eu não sou tão burra assim, tenho minhas proprias opiniões e uma delas é sobre o quanto tempo eu perdi te amando.
Tenho muito a te dizer, muitas coisas, sobre aqueles beliscões que você me deu na aula passada, ou as meninas que você beijou na minha frente, ou sobre todas aquelas burrices que você me disse, mas um dia eu vou criar coragem e te dizer tudo aquilo que está engasgado aqui na sua frente, enquanto olho nos seus olhos, porque assim você vai ver que eu não estou brincando.
Com carinho.

sábado, 7 de agosto de 2010


E hoje eu vejo que o meu medo
se tornou então realidade,
mais lembro quando eu te falei
você é tudo que eu sonhei.
(Catch side - Memorias)

Eu estou sentindo medo, medo por te ter muito perto, por estar sempre junto de você, medo por você escolher passar todas as aulas sentado ao meu lado, me beliscando, me irritando, roubando meus pirulitos, conversando sobre besteiras, fazendo as lições juntos, tenho medo porque eu estou sempre sentindo aquele cheiro de essencia de narguile que exala da sua blusa de frio, aquele mesmo cheiro que sempre te acompanhava naqueles tempos em que eramos um do outro, amantes, amigos, tenho medo porque você coloca aqueles sertanejos universitarios pra tocar no celular e fica os cantarolando com sua voz rouca, baixinho, no meu ouvido, tenho medo porque eu estou me perdendo cada vez mais, estou afundando de um jeito que eu conheço muito bem nos seus olhos pretos e eu sei que você vai acabar me abandonando, mais cedo do que eu aguentaria, eu tenho medo pois eu sei que você vai voltar a me ignorar e fingir que eu nem existo, ou que sou apenas sua colega de classe. Por isso se não for pedir demais, me avise antes de ir embora? Antes de concretizar meus medos? Pelo menos assim, eu saberei que não estava errada antes mesmo de sentir o medo e as lagrimas
cortando minha pele como o frio.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um bom lugar.


De tudo aquilo que eu não vou ver mais
Tanto faz - e se é que faz
Alguma coisa pra melhorar
Pra que chorar,
E Pra que mudar se coisas boas
Ainda vão ficar?
(Light blue night - CPM22 )

Eu sonhei com um bom lugar, era familiar pra mim, tinha tantas coisas das quais eu me lembrava, mas tinha coisas que eu nunca tinha visto, ou pensava que não. Eu caminhei por toda parte do bom lugar, até que vi uma menininha, ela estava sentada no chão com uma boneca no colo, devia ter uns sete anos e tinha olhos brilhantes e sonhadores, eu tentei gritar para a menininha dos cabelos castanhos e gestos curiosos, eu queria dizer pra ela que as coisas iam desmoronar, que tudo no seu mundinho calmo ia mudar, que ela ia perder amigos, seu pai ia sair de casa, ela ia se decepcionar com aqueles que amava, mas que se ela fosse forte e resistisse tudo um dia ia passar. Eu adoraria poder dizer pra ela não chorar, não se abalar com as coisas que fariam para magoa-la; dizer pra ela se esforçar mais nos estudos, pois depois ela sentiria falta das explicaçoes de matematica que perdeu enquanto paquerava aquele menino lindo na quinta série. Dizer pra ela não se apaixonar, nunca, em nenhum momento, pois ela sofreria demais com as paixões; diria pra ela ficar calma, pois um dia ela ia encontrar pessoas que fariam tudo valer a pena, verdadeiros amigos. Diria para a menininha viver, viver sem se preocupar com o que favam, ou com o que pensavam a seu respeito. Tinha tanto pra falar, mas eu não disse nada quando tentei gritar, eu não podia mudar as coisas que passaram, pois se eu sentia saudades e estava visitando o meu passado, era porque tudo valeu a pena, porque minha infância foi maravilhosa, apesar dos autos e baixos, porque no bom lugar um dia eu fui feliz.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lembranças daquela praça.


Penso e lembro de nossos dias
Sentados na praça

Matando aula pra se ver
E sempre que eu estava sozinho

Queria saber por você

(Depende de você - Catch side)


Ela caminhou sozinha por aquelas ruas, atravessou na frente dos carros, nem as buzinas a dispertaram. Ela nao parou de pensar nos ultimos dias enquanto caminhava, tanta coisa havia acontecido, ele tinha ido embora, ela tinha se esquecido de como sorrir e estava começando a esquecer o rosto lindo dele, isso era desesperador. Não haviam mais fotos, todas haviam sido queimadas num momento de odio, as cançoes já nao tinham o poder de despertar lembranças, o urso com o perfume dele já nao era suficiente para ela se lembrar, nada era suficiente. Quando chegou a velha praça, sentou-se naquele banco de sempre, aquele que tantos beijos apaixonados havia presenciado. Ela nao podia conter as lembranças que aquele lugar trazia, a primeira vez que escultaram a musica 'deles'; as tardes que cabulavam aula e ficavam ali sentados, as fotos que tiraram juntos naquela praça, as noites que namoravam ali, o urso que ele deu de presente pra ela, a aliança, ele, ela nao podia conter que ele invadisse sua mente, que ele a tocasse, ela o sentia, aquele lugar o manteve junto dela. Velhos lugares, velhas lembranças, um amor que se renova a cada dia, mesmo que ele esteja longe e que ela nao saiba mais sorrir, mesmo que nada seja real.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Foto com legenda.


Era mais uma madrugada solitaria, estava sozinha fuçando a vida dele, nao precisei de muito tempo para encontrar aquilo que eu procurava, para que meu medo se concretizasse, a foto dela ainda estava lá, um mês havia se passado, e a foto ganhou uma legenda 'Só ela pra me fazer feliz'. Eu fiquei tremendo, nunca antes um namoro dele havia durado tanto e o album dela no orkut dele havia ganhado novas fotos e o pior, novas legendas. Daquela vez, eu podia desistir, ele estava apaixonado e essa verdade me condenou, me obrigou a colocar um ponto final naquele nosso album de fotos que eu construi em meus pensamentos.

domingo, 2 de maio de 2010

Minha blusa e seu cheiro.


Aquele não era mais um dia comum, a chuva cai forte e louca, o seu som era amedrontador, a sala de aula estava vazia, mas ele estava lá, sentado longe dela, com o fone no ouvido e ela o conhecia tão bem, podia adivinhar a musica que ele escultava. O tempo foi passando e ela nao conseguia se concentrar na aula e isso já era normal, ele levantou de seu lugar, sentou perto dela, conversava e sorria, ela se sentia estranha, tremia ao ouvir o som familiar da voz dele, mas naquele dia ela comseguiu conversar com ele, sem ficar vermelha e gaguejar, eles sorriram um pro outro e ele pegou a mochila dela, começou a olhar tudo que estava ali dentro, tirou a blusa de frio e sem pensar muito no ato, vestiu, ficou com ela por algum tempo e tirou, como nada é perfeito, o sinal bateu e ele foi embora, a sala ficou vazia, mas ela nao teve coragem de levantar da cadeira, ficou ali abraçada com a blusa de frio, sentindo o cheiro dele.